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HTLV 1 > Transmissão




A transmissão do HTLV-I acontece da mãe para a criança (18), pelo contato sexual (19), pela transfusão de sangue (20) e pelo compartilhamento de agulhas contaminadas. A transmissão mãe-criança acontece, principalmente, por amamentação (21); em áreas endêmicas para o HTLV-I, aproximadamente 25% de crianças amamentadas, nascidas de mães HTLV-I-soropositivas, adquirem a infecção.

Recentes estudos sugerem que a transmissão de HTLV-I por amamentação possa estar associada à presença de anticorpos maternos para o HTLV-I proteína transactivadora (22), ou com títulos maternos elevados de anticorpos totais para HTLV-I (23). Porém, a utilidade clínica destes marcadores não foi estabelecida. A transmissão intra-uterina ou perinatal de HTLV-I acontece, mas parece ser menos freqüente que a transmissão por amamentação; aproximadamente 5% de crianças nascidas de mães infectadas, mas não amamentadas, adquirem a infecção (24).

A transmissão sexual do HTLV-I parece ser mais eficiente de homens para mulheres que de mulheres para homens. Em um estudo de casais, no Japão, foi calculada a eficiência de transmissão sexual de homens para mulheres em 61% em um período de 10 anos, comparado com menos que 1% de mulheres para homens (25). Em outro estudo, a presença de anticorpo para a proteína tax no par masculino era associada com transmissão sexual para o par feminino (26). Em estudo na Jamaica, doença de úlcera genital no homem foi identificada como um risco para a transmissão sexual feminina-masculina (27). Nos EUA, aproximadamente 25%-30% de parceiros sexuais, de doadores de sangue HTLV-I/II-soropositivos, são também soropositivos (28,29). Transmissão de HTLV-I pela transfusão de sangue acontece com transfusão de produtos de sangue celulares (sangue total, células vermelhas e plaquetas) mas não com a fração de plasma ou derivado de plasma de sangue infectado pelo HTLV-I. A taxa de soroconversão de 44% a 63% foi constada em recipientes de componentes celulares HTLV-I-infectados, em áreas endêmicas (20,30).

Taxas mais baixas (aproximadamente 20%) foram verificadas, nos EUA, em recipientes de componentes celulares contaminados (31). A probabilidade de transmissão pelo sangue total ou células vermelhas estocadas parece diminuir com maior duração de armazenamento do produto; este achado foi possível com a depleção de linfócitos T (30,32). Compartilhamento de agulhas ou seringas contaminadas com sangue é o modo provável de transmissão entre os usuários de droga injetáveis. HTLV-I não é transmitido pelo contato casual.

Trabalhadores da saúde que cuidam de pessoas HTLV-I-infectadas só podem ser infectados por exposição percutânea com o sangue contaminado pelo HTLV-I. Um trabalhador da saúde que sem querer se inoculou com sangue de um paciente com leucemia de células T do adulto (ATL), no Japão, sofreu soroconversão (33). Porém, nenhuma soroconversão aconteceu entre 31 outros trabalhadores de laboratório expostos ao HTLV-I por lesão perfurante (34). Precauções universais, indicadas para contato com todos os pacientes, são adequadas contra a transmissão de HTLV-I em trabalhadores da saúde (35).