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Desenvolvimento tecnológico




O Programa de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde Pública (PDTSP) tem como foco central o fomento de atividades voltadas à inovação tecnológica no campo da saúde pública. Atualmente, 16 estudos de pesquisa clínica de 10 unidades da Fiocruz recebem financiamento do programa e desenvolvem produtos para serem disponibilizados no SUS, como por exemplo: Novo tratamento para crianças vivendo com HIV,Novo tratamento para cardiopatia chagásica ,novo esquema terapêutico para malária vivax profilaxia pré-exposição para pessoas vivendo com HIV,recomendações terapêuticas de HTLV,recomendações terapêuticas de estados reacionais em pessoas vivendo com HIV e hanseníase, método diagnóstico para tuberculose extrapulmonar, algoritmo de atendimento de dengue,algoritmo de atendimento de crianças criticamente enfermas, algoritmo de avaliação de idosos com câncer de próstata, método diagnóstico para esquistossomose, método diagnóstico para crianças vivendo com HIV, novo esquema de vacinação para H1N1 em pessoas vivendo com HIV. Os projetos financiados pelo PDTSP recebem apoio técnico da Plataforma de Pesquisa Clínica da VPPLR, estrutura voltada para a expansão da competência tecnológica, regulatória e profissional em pesquisa clínica. 2016 Por: (IFF/Fiocruz)


O que fazer quando não se pode amamentar?




A prática da amamentação cruzada, na qual uma mulher amamenta o filho de outra, data do século 13, com as amas-de-leite. No entanto, mesmo com o passar dos séculos e conhecimentos sobre os perigo da prática, ainda é possível encontrar mães amamentando filhos de outras que apresentam alguma dificuldade com o aleitamento. Contraindicado formalmente pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação cruzada, traz diversos riscos ao bebê, podendo transmitir doenças, infecto-contagiosas, a mais grave, Aids. A pediatra do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Marlene Roque Assumpção, esclarece as principais dúvidas sobre o método e aconselha o que a mãe deve fazer caso tenha algum problema para amamentar o filho. Quais são os perigos da amamentação cruzada? O perigo é o bebê ser contaminado por uma doença infecto–contagiosa, como a Aids, que é uma doença crônica grave e ainda sem tratamento absoluto, sem cura.

Por exemplo, se uma mãe tiver hepatite B em atividade, e doar leite a outro bebê, que não tenha ainda as doses da vacina suficientes (ou seja, não está totalmente imunizado), ela poderá passar a doença para a criança, através do leite materno, em caso de sangramento do mamilo por trauma mamilar. Quando a amamentação cruzada foi contraindicada? Com o advento da Aids, a partir de 1985, a amamentação cruzada começou a ser contraindicada. Hoje, a contraindicação formal pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é para o HIV e o HTLV. Se a mãe tiver um desses dois vírus não poderá amamentar. Neste caso, o seu filho terá que ser alimentado conforme indicação do pediatra, conforme a idade que ele esteja. O que a mãe deve fazer caso não consiga amamentar? A primeira orientação é buscar ajuda junto ao seu médico, pediatra ou a unidade onde teve o seu filho. Caso não consiga nenhum auxílio, a mulher pode procurar um Banco de Leite Humano (BLH). No Rio, nós temos 17 bancos e no Brasil, 218. Então, há uma disponibilidade muito grande para ajudá-la. Qual a diferença do leite do banco de leite para o leite de outra pessoa? A diferença fundamental do leite do Banco de Leite Humano para o leite doado diretamente por uma outra mãe é que no BLH o leite é tratado, pasteurizado e, por isso, isento de qualquer possibilidade de transmissão de doenças. A mãe não deve amamentar outra criança que não seja o seu filho. Mesmo se esta mãe estiver com os exames normais ou se teve uma gravidez tranquila, ela pode estar em uma janela imunológica, e esse bebê correr o risco de contrair alguma doença. Quais são os outros benefícios da amamentação, além de evitar doenças? O leite materno é uma substância viva, adequada às fases de vida do bebê. A mãe de um prematuro, por exemplo, terá um leite específico para um bebê naquela faixa etária. Se o bebê estiver com alguma infecção o leite materno vai produzir mais defesas para combater àquela infecção. O organismo da mulher entende que precisa liberar mais anticorpos, mais células, mais defesas, para proteger esses bebês e combater a infecção a qual está acometido. As vantagens do leite materno são inúmeras, tanto para a mãe quanto para o bebê. Além de unir mãe e filho, evita a introdução precoce, de alimentos alergênicos. Qual o conselho que você dá às mães que estão com dificuldade de amamentar? Para saber o que está causando essa dificuldade, a mãe deve procurar um profissional de saúde que possa ajudá-la ou procurar um BLH. A família ou a mãe sozinha provavelmente não dará conta. Por mais que uma mãe tenha tido experiência boa em uma amamentação, em outra gravidez, pode não ter na atual. Cada bebê é diferente. Nem os gêmeos univitelinos são iguais. Há um medo nas mães do leite ser fraco. Isso pode acontecer? Isso é um mito. Não existe leite fraco, o que existe são momentos em que a mãe pode estar produzindo menos leite, mas por falta de estímulo adequado. Ainda pode ocorrer de o bebê estar mamando muito o leite anterior, ou seja, ele mama um pouco em um peito e logo troca de lado. Não esvaziar a mama, pode não saciar a criança, que fica sempre chorando e querendo mamar muitas vezes. Isso deixa a nutriz angustiada e insegura. Desse modo, nunca chegará ao leite final, que tem maior teor de gordura, fazendo o bebê engordar e dá saciedade, possibilitando mais tempo entre uma mamada e outra. O leite anterior é ótimo, é necessário, mas tem um teor de calorias menor. Com a preocupação atual com a Zika, a mãe que tiver suspeita de ter o vírus deve parar de amamentar? Não se deve interromper o aleitamento materno e nem a doação de leite porque não há evidências de que esse vírus seja transmitido pelo leite para o bebê. A mãe deve continuar amamentando ou doando leite mesmo estando doente. Inclusive, ela estará passando anticorpos, que são as defesas do bebê. O colostro, que é aquele leite da primeira semana de vida é um leite diferente, específico, com teor alto de anticorpos. Todos os anticorpos que a mãe tem no organismo de todas as doenças que ela foi acometida durante a sua vida, serão passados para o bebê através do leite. Chamado de primeira vacina do bebê. O primeiro leite da mãe que está amamentando um bebê prematuro é ainda mais importante, pois tem todos as defesas para o seu bebê, que é mais frágil. Em caso de dúvidas, procure o Banco de Leite Humano do IFF, de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h, ou entre em contato com o SOS Amamentação pelo telefone 0800-26-8877 October 13, 2013 Por: Nara Boechat (IFF/Fiocruz)


Linhagem africana do vírus HTLV-1 é identificada no Brasil




Ainda não há tratamento específico para as doenças associadas ao vírus linfotrópico da célula humana tipo 1 (HTLV-1), virose que pode ser transmitida sexualmente, de mãe para filho ou pelo sangue. Estima-se que, no mundo, entre 15 e 20 milhões de pessoas sejam portadoras – calcula-se que até três milhõ

delas estejam no Brasil. Em estudo inédito publicado no Journal of Virology, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) fazem um alerta: o subtipo 1b, uma inhagem até então restrita a países da África Central, acaba de ser identificada em nosso país. O vírus foi encontrado no Rio de Janeiro pela equipe do Laboratório de Genética Molecular de Microorganismos do IOC em parceria com o laboratório Sérgio Franco Medicina Diagnóstica. O estudo também revelou, pela primeira vez, o genoma completo desta linhagem. “O fato de termos identificado uma linhagem da África Central mostra que a disseminação do vírus está em progresso e a nível global”, explica a chefe do laboratório, Ana Carolin Vicente. O Brasil tem motivos para se preocupar. Ainda de acordo com a especialista, desde 1992 estima-se que o país tenha o maior número absoluto de infectados do mundo.Apesar de apenas 5% dos pacientes desenvolverem doenças, ainda não há tratamento específico para estes agravos – ao contrário do que acontece com o HIV-1, que também é um retrovírus. Dentre os quadros clínicos mais graves, estão a leucemia de células T e a mielopatia associada ao HTLV-1, também conhecida como paraparesia tropical. Ainda de acordo com Ana Carolina, a maioria dos portadores costuma descobrir a infecção quando doa sangue, pois desde 1990 é obrigatória a realização de sorológica para HTLV nos voluntários. No entanto, a especialista defende que a vigilância epidemiológica do vírus ainda precisa ser aperfeiçoada. “A comunidade científica vem lutando para que o teste seja incorporado no protocolo de atendimento a gestantes, pois uma das principais formas de transmissão do vírus é de mãe para filho e, principalmente, pela amamentação, o que poderia ser facilmente controlado”, conta. A sequência completa do HTLV-1b SF26 foi depositada no banco de dados mundial GenBank. São conhecidos sete subtipos genéticos do HTLV-1 (a-g), mas apenas o 1a, mais recorrente e conhecido como Cosmopolita, e o 1c, chamado de Melanésio, já haviam sido revelados. O mapeamento do genoma teve financiamento do edital ‘SUS/Faperj para o diagnóstico molecular de doenças infecciosas’, que também envolve pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE). O Centro Nacional de Referência para Paraparesia Espástica Tropical do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz) também é parceiro em projetos sobre HTLV desenvolvidos pela equipe liderada por Ana Carolina. 14 de janeiro de 2013 Por: Nara Boechat (IFF/Fiocruz)


Técnica molecular para diagnóstico do HTLV é testada




O Laboratório de Investigação em Dermatologia e Imunodeficiências, unidade laboratorial – LIM-56, foi criado em 1981 sob a coordenação do Prof. Dr. Alberto José da Silva Duarte.

Atualmente, este Laboratório comporta cerca de 70 pessoas, entre funcionários, docentes, pesquisadores doutores, pós-graduandos, pós-doutorandos, estudantes universitários e estagiários.

O Laboratório de Investigação Médica em Dermatologia e Imunodeficiências – LIM 56 é uma unidade laboratorial de alta complexidade do Hospital das Clínicas vinculada ao departamento de Dermatologia da faculdade de Medicina da USP.

Nós temos como objetivos primordiais investigar a resposta imune de imunodeficiências primárias, secundárias e de patologias dermatológicas, bem como de modelos experimentais de hipersensibilidade,

permitindo a derivação de subgrupos de pesquisa. Estes subgrupos são coordenados pelos Drs, Jorge Casseb, Gil Benard, . Dewton de Moraes Vasconcelos ,Telma Oshiro e Maria Notomi Sato.

O vírus responsável por provocar um tipo raro de leucemia e o desenvolvimento de doenças neurológicas degenerativas, conhecido como HTLV, pode ser diagnosticado de forma mais precisa na triagem de doadores de sangue nos hemocentros. Pesquisa feita na Fiocruz Pernambuco testou uma técnica molecular para o diagnóstico da doença, mostrando que ela é mais sensível do que o método utilizado rotineiramente, a sorologia. O HTLV é transmitido de forma semelhante ao HIV, ou seja, por transfusões de sangue, relações sexuais não protegidas, da mãe para o filho (durante a gravidez, o parto ou a amamentação) e por meio do compartilhamento de seringas. 11/04/2008 Por: Nara Boechat (IFF/Fiocruz)

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